Semana da Crítica abre seu cardápio para a degustação de Cannes

Mostra paralela terá curta nacional em concurso e duas coproduções com o Brasil, enquanto a Quinzena dos Realizadores aposta em cult português

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20 de abril de 2015

Paulina de Santiago Mitre

Canteiro audiovisual com tradição de Brasil em suas fileiras, a Semana Internacional da Crítica, mostra paralela do Festival de Cannes (cuja 68º edição vai de 13 a 24 de maio), anunciou nesta segunda-feira suas atrações, garantindo produções com DNA nacional em seu certame. Só há 100% de Brasil em um título: o curta-metragem “Command Action”, do diretor João Paulo Miranda Maria. De resto, há duas coproduções: “Paulina” (na foto), do argentino Santiago Mitre (feita com o apoio da Videofilmes dos irmãos Walter e João Moreira Salles), e “La tierra y la sombra”, do colombiano César Acevedo.

Concorrem ainda na Semana da Crítica os longas  “Dégradé”, de Arab & Tarzan Nasser (Palestina, França, Qatar); “Krisha”, de Trey Edward Shults (EUA); “Mediterrânea”, de Jonas Carpignano (Itália, França, EUA, Alemanha); “Ni le ciel ni la terre”, de Clément Cogitore (França, Bélgica) e “Sleeping giant”, de Andrew Cividino (Canadá). A mostra exibirá ainda, em sessão hors-concours, o aguardado “Les deux amis”, do ator e diretor Louis Garrel.

As mil e uma noites

Nesta terça é a vez da Quinzena dos Realizadores expor sua munição, sendo que já assegurou para si uma arma de peso para tomar de assalto o coração cinéfilo: a produção portuguesa “As mil e uma noites”, de Miguel Gomes, diretor do precioso “Tabu” (na foto). A Quinzena assegurou ainda “Trois souvenirs de ma jeunesse”, o novo drama do premiado Arnaud Desplechin (“Reis e rainha”).  Tanto a Quinzena quanto a Semana dos Realizadores correm em paralelo à briga pela Palma de Ouro, que ainda deve anunciar, até o dia 1º outros dois concorrentes, para complementar uma lista repleta de diretores autorais como Nanni Moretti (“La mia madre”), Gus Van Sant (“The sea of trees”) e Jia Zhang-Ke (“Mountains may depart”).