Sete Minutos depois da Meia-Noite

J. A. Bayona retorna aos longas-metragens com filme sobre perda e aceitação

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07 de janeiro de 2017

Pode-se dizer que o espanhol J. A. Bayona, escalado para a sequência de “Jurassic world: o mundo dos dinossauros” (2015), prevista para 2018, tem uma carreira sazonal no campo dos longas-metragens: depois de “O orfanato” (2007) e “O impossível” (2012), apenas em 2016 ele retomou o formato, dirigindo “Sete minutos depois da meia-noite” (2016). Após essas três produções, o cineasta parece revelar uma predileção por tramas que envolvam pais e filhos em situações extraordinárias. No primeiro de seus filmes, uma mãe precisava enfrentar fenômenos sobrenaturais para reencontrar o seu filho; e, no segundo, uma família buscava se reunir novamente após ser separada por um tsunami.

Sete Minutos depois da Meia-Noite

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Agora, em “A monster calls” (no original), o jovem Conor (Lewis MacDougall) acompanha a luta penosa de sua mãe (Felicity Jones) contra o câncer, enquanto lida com o distanciamento do pai (Toby Kebbell) e a perspectiva de morar com a avó (Sigourney Weaver). Envolvido em uma espiral de emoções complexas e conflitantes, o protagonista entra em contato com o monstro do título original (dublado por Liam Neeson), que tenta ajudá-lo a compreender os próprios sentimentos através de parábolas sobre a dualidade do homem.

Sete Minutos depois da Meia-Noite

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A fotografia, baseada em uma palheta de cores frias e tons pastéis, contribui para que a obra seja esteticamente próxima a filmes como “O labirinto do fauno” (2006) e o próprio “O orfanato”. Em contraste, as narrativas do monstro, animações em computação gráfica nos moldes de “300” (2006), apesar de manterem o tom sombrio da trama, assumem cores vibrantes, como se dessem vazão à torrente de sentimentos reprimidos de Connor.

Sete Minutos depois da Meia-Noite

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Com seu bom roteiro, a direção segura de Bayona, a qualidade dos efeitos visuais e o entrosamento dos atores, “Sete minutos depois da meia-noite” é uma boa fantasia gótica sobre perda e aceitação.


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