Sing – Quem Canta Seus Males Espanta

Animação acerta no tom e fisga públicos de todas as idades com seu vasto repertório musical

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28 de dezembro de 2016

Zootopia” foi a aposta da Disney deste ano como animação diferenciada que atinge diferentes públicos e que traz uma sociedade composta completamente por animais humanizados de variadas espécies. Depois do lançamento de “Pets – A Vida Secreta dos Bichos”, uma animação sobre bichinhos de estimação voltada para as crianças, a Illumination Entertainment lança sua segunda animação em 2016, mas desta vez seguindo os moldes de “Zootopia” ao também retratar uma cidade onde animais antropomórficos convivem em harmonia, mas sem levantar questões sociais.

Com roteiro de Garth Jennings (“O Guia do Mochileiro das Galáxias”) e codireção com Christophe Lourdelet, “Sing – Quem Canta Seus Males Espanta” se centra no coala Buster Moon (Matthew McConaughey), dono de um grande teatro antigo que já teve seus dias de glória, mas que agora passa por muitas dificuldades. Determinado a evitar que seu amado teatro entre em falência, Moon produz uma grande competição de canto, que ele anuncia como a maior do mundo. Entre os concorrentes, os que recebem destaque no enredo são um jovem gorila cujo pai o obriga a fazer parte de sua gangue (Taron Egerton), uma porco-espinho roqueira que sofre com o namorado machista (Scarlett Johansson), uma porca que é mãe de uma ninhada de 25 leitões e uma dona de casa sobrecarregada (Reese Witherspoon), um rato malandro com ares de Frank Sinatra (Seth MacFarlane) e uma tímida elefante adolescente com medo do palco (Tori Kelly). O filme conta um pouco a história de cada personagem e acompanha sua trajetória de superação durante o concurso, que segue o formato dos reality shows The Voice e American Idol, com uma pitada da série “Glee”.

“Sing” (no original) é uma divertida animação que traz mensagens motivacionais através de personagens cativantes que querem seguir os seus sonhos, seja cantando ou administrando um teatro. Com o personagem Moon, Jennings mostra as lições de não se conformar com as adversidades da vida e de nunca desistir dos seus objetivos, além de trazer à trama um pouco da essência do clássico “Cinema Paradiso”. A trilha sonora, cujo repertório possui mais de 85 canções que vão desde a década de 40 até o Pop dos dias atuais, atende ao gosto de públicos de todos os estilos e idades, fisgando não só as crianças como também, bastante, os adultos. Após os fofos, porém muito infantis e o roteiros fracos, “Minions” e “Pets”, o estúdio responsável pelo sucesso “Meu Malvado Favorito” finalmente voltou a acertar numa animação com “Sing – Quem Canta Seus Males Espanta”.

 

Sing – Quem Canta Seus Males Espanta (Sing)

EUA – 2016. 108 minutos.

Direção: Garth Jennings e Christophe Lourdelet

Com: Matthew McConaughey, Reese Witherspoon, John C. Reilly, Seth MacFarlane, Scarlett Johansson, Taron Egerton, Tori Kelly e Jennifer Saunders/Mariana Ximenes, Wanessa Camargo, Fiuk, Sandy e Marcelo Serrado.

Avaliação Raíssa Rossi

Nota 4