Sobrenatural: a origem

Leigh Whannell debuta como diretor no terceiro filme da franquia de James Wan

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31 de julho de 2015

Filmes como “Jogos mortais” (2004), cujo sucesso gerou uma franquia de qualidade duvidosa e gordas bilheterias, e “Invocação do mal” (2013), com uma sequência em fase de pré-produção, fizeram de James Wan um selo de qualidade do terror moderno. Não é para menos. Jovem e criativo, o malaio trabalha bem as referências do gênero e consegue demonstrar que ele ainda guarda espaço para produções de qualidade. Wan conseguiu entender que os filmes de terror são, hoje, um produto de consumo praticamente imediato, que se esgota na própria sala de cinema, e entrega ao público exatamente aquilo que ele espera: diversão rápida e esquecível, ao contrário do que faziam Roman Polanski e Stanley Kubrick, por exemplo.

Sobrenatural: a origem

Sobrenatural: a origem

Wan vem tentando se desvincular do gênero (ele dirigiu recentemente “Velozes e furiosos 7”), mas ainda se mantém ligado a ele como produtor, como acontece em “Sobrenatural: a origem”, terceiro longa da franquia iniciada em 2010. Esta sequência, na verdade, se passa em um período anterior ao do primeiro filme e mostra a paranormal Elise (Lin Shaye) retomando o uso de seu dom depois de ser procurada pela jovem Quinn (Stefanie Scott), que deseja entrar em contato com a mãe, que morreu vítima de câncer. Ela acaba despertando uma entidade maligna que passa a persegui-la e Elise decide ajudá-la.

Sobrenatural: a origem

Sobrenatural: a origem

“Insidious: chapter 3” (no original) funciona bem justamente pela falta de pretensão de Leigh Whannell, parceiro de Wan nas produções anteriores e que debuta na função. Com homenagens a “Poltergeist: o fenômeno” (1982) e “O iluminado” (1980), o filme trabalha bem as convenções do gênero, especialmente pela fotografia escura, que sugere as trevas enfrentadas pelos personagens em seus dilemas pessoais, e pelos tons azulados que dominam as cenas de maior tensão, contribuindo para a imersão do público na narrativa.

Sobrenatural: a origem

Sobrenatural: a origem

“Sobrenatural: a origem” não está à altura de outras produções da dupla, mas é um filme competente, com opções estéticas elegantes e uma boa trama. Em um cenário dominado pela pasteurização, isso já é um grande diferencial.

Sobrenatural: a origem (Insidious: chapter 3)

Estados Unidos, 2015, 97 minutos.

Direção: Leigh Whannell

Com: Dermot Mulroney, Stefanie Scott, Lin Shaye, Angus Sampson e Leigh Whannell.


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