System in Rio quebra o sistema e cria algo novo

System of a Down completa círculo que os torna um dos maiores grupos de rock da atualidade

por

25 de setembro de 2015

Dia de Rock bebê. Numa mesma sequência em que CPM22 completaram 20 anos de carreira no Palco Mundo, seguidos da surpresa da noite Hollywood Vampires que de desconhecida não tinha nada por ser uma super banda novata só que formada por alguns dos maiores nomes do rock, e um Queens of The Stone Age mais maduro e de rock mais erudito, só podia ser o System of a Down para coroar a noite e se firmarem como uma das maiores bandas de rock da atualidade, muito bem azeitada pela diversidade criativa contida na dupla de vocalistas Serje e Malakian, este também Guitarrista.

Screenshot_2015-09-25-01-05-45-1

Depois do sucesso que angariaram há duas edições atrás do RIR Em 2011, quando o prato principal da noite Guns n Roses atrasou tanto que o evento autorizou o grupo anterior, o System, a alongar seu show, arrebatando o Rio com seu repertório diversificado e exótico, lhes coube desta vez enfim tomar o trono. Até porque a maior banda de metal a tocar até agora no RIR 2015 foi o Metallica, e eles foram prejudicados por falhas no som, o que desde já prenuncia o System como o melhor show de metal deste ano.

Screenshot_2015-09-25-01-06-09-1-1

Com repertório completo, não faltaram novidades, como palhinha de música de Olivia Newton-John, “Physical”, que na voz do guitarrista Malakian conseguiu se tornar tão esquisita e politizada quanto todo o seu show (até a trilha de Grease eles poderiam tocar e transformariam em sua versão ímpar). Tanto quanto participação do vocalista do Deftones que tocou um pouco antes no Palco Sunset, na música “Toxicity” conhecida pelo famoso refrão Disorder que fez o Parque dos Atletas inteiro virar uma grande roda de saltos e pulos. Bem como o “Bounce” que fez a plateia suar a camisa. Sucessos não faltaram como “Aerials” “Question” “Hipnotize” “BYOB” “Forrest” “Soldier side” “Lonely Day” e claro “Chop Suey”

O show foi tão completo que nem teve bis. Mas precisava? Nem.