Teatro – Humor: ‘Meu Nome é Reginaldson’

Fernando Ceylão estende mais uma vez sua vervê cômica ao palcos

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14 de dezembro de 2014

Bruce Gomlevsky dirige Fernando Ceylão na comédia “Meu Nome é Reginaldson”. Interpretando mais de 15 personagens, Ceylão conta a história de um taxista que invade a casa de um passageiro porque quer de qualquer maneira ser seu amigo. Solitário e delirante, ele chega ao limite da necessidade de ter alguém com quem conversar.

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Estréia dia 05/12 com temporada até 07/02, de sexta a domingo, sempre às 19h.

(não haverá espetáculo nos dias 26, 27 e 28 de dezembro)

Local: Centro Cultural Justiça Federal – Av. Rio Branco nº 241 – Centro

Bilheteria: quarta a domingo, das 16 às 19h – 3261-2550

Duração: 70 min

Gênero: Comédia

Classificação indicativa: 14 anos

Ingressos: R$30 inteira e R$15 meia

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A comédia “Meu Nome é Reginaldson”, do autor, ator e roteirista Fernando Ceylão e direção de Bruce Gomlevsky, estreia dia 05 de dezembro no Centro Cultural da Justiça Federal. A peça, que fez sua pré-estreia na FITA (Festa Internacional de Teatro de Angra) em novembro, conta a história do carente taxista Reginaldson, que invade a casa de um passageiro porque quer de qualquer maneira ser seu amigo.

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Sozinho em cena, Ceylão, dá vida a mais de 15 personagens em pouco mais de uma hora, num ritmo frenético que dispensa caracterização – os personagens são construídos através do corpo e da voz do ator.

 

O texto explora os limites entre a comédia e o drama para falar da solidão e da angústia de um sujeito que chega ao extremo da necessidade de ter alguém com quem conversar.

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Sinopse

Reginaldson é um motorista de taxi que diariamente serve a um mesmo passageiro. Depois de muitas viagens, tantos engarrafamentos juntos, o taxista cisma que os dois devem ser amigos.

 

Embora aquele passageiro nunca tenha se mostrado simpático ou receptivo, nunca tenha trocado nenhuma palavra mais gentil com Reginaldson, o motorista um dia resolve invadir a casa do homem e ficar ali esperando sua chegada.

 

Enquanto se prepara para o encontro, ensaiando como se apresentar e o que dizer ao suposto ‘novo amigo’, Reginaldson repassa episódios marcantes da sua vida, relembra família, amores, trabalhos e revive medos e frustrações. As lembranças vão se sobrepondo e o homem, cada vez mais delirante, mergulha mais e mais em seu universo particular, até que é chamado de volta à realidade por um inesperado desfecho.

 

A origem da peça

“Meu nome é Reginaldson” passou por uma longa trajetória até chegar ao formato atual. Foi escrito em 2008, originalmente como um esquete dramático de vinte minutos. O texto integrava o espetáculo “Você Está Aqui”, escrito e dirigido por Fernando Ceylão e formado por várias peças curtas. Naquela versão, o personagem central era interpretado por Paulo Cesar Pereio. Um dia, numa das apresentações, Pereio não apareceu no teatro. Ceylão, que acompanhava diariamente as apresentações, viu-se obrigado a entrar em cena para cobrir a ausência do amigo. Embora fosse autor e diretor do esquete, nunca havia ensaiado como ator e, claro, não tinha o texto decorado.

 

“Não me sinto apenas comediante. No ‘Gentalha’, meu programa que tá no ar no Canal Brasil, faço muito mais papéis dramáticos que cômicos. Mas na hora do improviso, do ‘se vira aí’, é o comediante que surge pra salvar a situação, claro. Fazer piadas é a melhor maneira de aliviar qualquer tensão. Sempre foi, sempre será.”, acredita Ceylão. E assim, carregando nas tintas do humor para enfrentar o inesperado, logo percebeu que aquela melancólica história tinha enorme potencial cômico. Decidiu então inserir mais personagens e acontecimentos através das memórias do taxista, e transformar o material nesta comédia que finalmente chega aos palcos.