Terceiro Debate é preconizado por discussão política

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19 de novembro de 2014

Por Filipe Pereira, em Fortaleza

O debate começou com foco em Vanessa Alvario, protagonista do longa equatoriano “Não Roubarás, A Menos Que Seja Necessário”. Estudante de economia, Vanessa diz que o Equador tem um problema social forte, uma vez que não há incentivo a trabalho de infanto e juvenis, tampouco há fomento de distribuição de renda, o que faz com que muitos se lancem na criminalidade e/ou prostituição.

A atriz iniciante conta como foi descoberta, numa modesta filmagem em seu colégio em que estudava. Por ser bastante tímida, ela disse que não queria fazer o teste, que ocorreu quando tinha dezesseis anos ainda, impulsionada por seus colegas, ela prestou concurso e passou. Nenhum dos integrantes era ator. Os integrantes da banda de punk rock era formada por músicos diversos, mas sem qualquer experiência com áudio visual pregressa. A produção foi conturbada, uma vez que os jovens se perdiam em bebedeiras, enquanto a diretora precisava ir em direção a eles, capturando-os para fazer as gravações.

Apesar da rivalidade com filmes hollywoodianos, como com Homem de Aço. O público de 24 mil expectadores foi significativo, especialmente pelas poucas salas equatorianas equipadas com projetores de 16 milímetros.
Sobre o curta de Gilson Vargas, “O Relâmpago e a Febre”, mais uma vez a temática política e social foi aventada. Professor universitário, Vargas destacou as manifestações pró-Intervenção Militar, que vêm de encontro ao tema de seu filme, que envolve um suicida e seu cachorro.
Os paralelos feitos entre os sentimentos do papel do veterano José Baldissera e o cachorro Zeus são muitos, desde a submissão incondicional do animal, que pode simbolizar o modo como o povo se inseria de modo condescendente as autoridades, até a fuga, após a morte do dono, onde o idoso animal finalmente tem liberdade.