Terremoto: A Falha de San Andreas

por

28 de maio de 2015

terre03

Nos anos 70, Hollywood vivia o apogeu dos filmes catástrofes apresentando uma enxurrada de filmes com efeitos especiais impressionantes, mas que hoje em dia provocariam risos. Em Terremoto (Earthquake, 1974) uma visível maquete da cidade de Los Angeles é destruída auxiliada por gigantescas caixas de som (apelidadas de Sensurround) que estremeciam o cinema dando a sensação de um verdadeiro tremor. Apesar de estes filmes serem de gosto duvidoso, causavam algum frisson pela presença de um elenco milionário e pela novidade tecnológica disponível na época.

terre01

Passados 41 anos, Hollywood volta ao tema agora turbinado por computação gráfica e efeitos 3D. Terremoto- A Falha de San Andreas (San Andreas, 2015) dirigido no piloto automático por Brad Peyton cujo currículo inclui filmes como “Como cães e gatos 2” de 2010 e “Viagem 2 – A Ilha Misteriosa” de 2012,  aposta suas fichas na massiva destruição de toda costa oeste dos Eua, com o rompimento da Falha de San Andreas (que dá nome ao título original). O roteiro segue o mesmo padrão dos filmes setentistas: trama familiar, crises conjugais e descoberta de novos amores que estão lá apenas para preencher os espaços entre as sequências de devastação. Portanto não vá esperando muita novidade, nem um elenco multi estelar.

terre04

Depois de um devastador terremoto que atinge todo o estado da Califórnia, Ray (Dwayne Johnson), um piloto de helicóptero e sua ex esposa Emma (Carla Gugino) partem para São Francisco para resgatar sua filha Blake (Alexandra Daddario). Paralelamente o sismógrafo Lawrence Hayes (Paul Giamatti) e sua equipe, tentam encontrar uma maneira de prever grandes sismos, mais especificamente os que acontecem na Falha de San Andreas.

terre02

Apesar da possibilidade de um tremor desta magnitude ser real (não é uma questão de “se” e sim de “quando”), Terremoto- A Falha de San Andreas (San Andreas, 2015) se comporta como uma ficção cientifica impossível de acontecer, pois não há uma história convincente, sequer situações que façam o espectador questionar o evento. Este parece ser um problema recorrente dos filmes catástrofes que apenas reproduzem a destruição, mas não descrevem como o verdadeiro ser humano se comporta diante de cataclismos deste porte. Os personagens são super heróis com habilidades especiais e agem como soldados em um campo de batalha. É lógico que nós queremos ver terremotos chacoalhando a terra e tsunamis engolindo São Francisco, mas tudo ficaria mais convincente se houvesse um mínimo de preocupação com uma linha narrativa ou alguma ironia dramática.

 

Como ponto positivo, Peyton evita as piadinhas infames (o famoso alívio cômico) tão comuns nos filmes do “maior destruidor do planeta” – o diretor alemão Rolland Emmerich. Aqui a catástrofe é enfatizada com rigor dando tempo suficiente para que espectador aprecie os estragos.

Terremoto- A Falha de San Andreas (San Andreas, 2015) não promove o cinema catástrofe a nenhum patamar original, mas não decepciona aquele que sai em busca de entretenimento rotineiro.

 

 

Terremoto- A Falha de San Andreas (San Andreas)

Eua, 2015. 114 min.

Direção: Brad Peyton

Com: Dwayne Johnson, Carla Gugino, Alexandra Daddario, Ioan Gruffudd, Paul Giamatti


Warning: Invalid argument supplied for foreach() in /home/almanaquevirtual/www/wp-content/themes/almanaque/single.php on line 52