Três Estranhos Idênticos (20° Festival do Rio)

Pleno domínio da linguagem cinematográfica para contar uma história surpreendente

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07 de novembro de 2018

Outro filme incrível e imperdível na edição de aniversário do 20° Festival do Rio é o Documentário “Três Estranhos Idênticos” de Tim Wardle. Para além do tema verídico fascinante sobre três jovens que descobrem na década de 80 nos EUA serem trigêmeos separados ao nascer, mas que, por trás desta separação, existiriam segredos aterradores de manipulação e controle social, existe também um documentário muito bem dirigido.

Com total controle da linguagem cinematográfica, passeamos de início por uma introdução com pegada de comédia, para depois passarmos ao suspense e quase horror psicológico quando vamos descobrindo as reviravoltas sórdidas a que esta história é submetida. Da montagem à trilha, nem um segundo é desperdiçado neste filmaço que lhe faz sair como se tivesse descoberto um lado precioso e ao mesmo tempo apavorante de o quanto nossas vidas podem ser joguetes no tabuleiro maior quando o ser humano tenta brincar de ser Deus.

Fiquem atentos para a frieza e calculismo de alguns depoimentos com que o diretor conseguiu desencavar a história.

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