VII Olhar de Cinema: Indicações de Filmes

Mesmo para quem está em casa longe do Festival de Cinema curitibano, pode pegar as dicas de retrospectivas de clássicos e maratonar em casa!

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08 de junho de 2018

A 7ª Edição do Festival Olhar de Cinema em Curitiba está com uma seleção provocante e reflexiva de muitos filmes inéditos, especialmente em suas duas Mostras principais de longas, a Competitiva e a Outros Olhares, como as sinopses já demonstram antes mesmo de suas exibições, dentre eles: a intrigante proposta experimental de linguagem de “Ansiosa Tradução” da diretora Shireen Seno, os brasileiros “Fabiana” de Brunna Laboissière, “Sol Alegria” de Tavinho Teixeira e “Diante dos Meus Olhos” de André Felix, além da viagem ao mundo com o chinês “A Feiticeira Viúva” de Cai Chengjie, “O Visto e o Não Visto” de Kamila Andini da Indonésia, “A Nação Morta” de Radu Jude da Romênia, o japonês “Nossa Casa” de Yui Kyohara e o russo “O Saco Sem Fundo” de Rustam Khamdamov (sendo que este readapta um conto já convertido para o cinema anteriormente por Kurosawa no clássico japonês “Rashomon”). — Sem falar em filmes que, mesmo não inéditos e premiados em Festivais, ainda não estrearam no circuito, tendo aqui uma oportunidade única de ser assistido, como o IMPERDÍVEL “Baixo Centro” de Ewerton Belico e Samuel Marotta, ganhador de melhor filme na última 21ª Mostra de Tiradentes. (Leia a crítica aqui: http://almanaquevirtual.com.br/baixo-centro/ , e debate com realizadores: http://almanaquevirtual.com.br/debate-de-baixo-centro-competindo-na-mostra-aurora-em-tiradentes/ ). E O Nó do Diabo​ (crítica aqui: http://almanaquevirtual.com.br/o-no-do-diabo/ )

downloadMas há várias Seções Retrospectivas de clássicos e novos cults que merecem atenção especial, alguns destes exibidos na telona de forma rara para o padrão brasileiro de Mostras, mesmo que se possa encontrar um ou outro destes exemplares na internet ou nas quase extintas locadoras. Diante disto, vale uma retrospectiva presencial, ou, mesmo para aqueles que excepcionalmente não puderam vir fisicamente e estão acompanhando em essência espiritual, vale procurar por essas grandes obras mesmo que para ver na telinha de casa.

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O primeiro de todos, por saudosismo imediato, decerto seja “O Túmulo dos Vagalumes” pelo falecimento recente de seu diretor japonês Isao Takahata. Animação extremamente adulta e agridoce, consegue fazer até adultos chorarem num dos mais belos exemplares dos Estúdios Ghibli. Outro falecido há não muito tempo com filme em destaque é George Romero, mestre do terror, com “A Noite dos Mortos-Vivos”.

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Duas retrospectivas interligadas por estudos cruzados é o olhar sobre o cinema Africano tanto visto de fora para dentro quanto de dentro para fora, como com o cineasta francês Jean Rouch de clássicos como “Eu, Um Negro” e “A Pirâmide Humana” e o cineasta senegalês Djibril Diop Mambéty de clássicos como “A Viagem da Hiena”, “Hienas” ou o imperdível e pouco visto média-metragem “A Pequena Vendedora de Sol”.

Além disso, a aniversariante da semana, caso ainda estivesse entre nós, a saudosa mestra Chantal Akerman também conta com um de seus clássicos exibido aqui, “Os Encontros de Anna”.

Vale mencionar também a Mostra especial com a filmografia da diretora Janie Geiser, que, por ter se concentrado especialmente em curtas-metragens durante sua carreira, acabou sendo menos conhecida no Brasil pela dificuldade inerente de acesso a curtas estrangeiros fora do circuito de Festivais Internacionais.