‘Doidas e Santas’

Dirigido por Paulo Thiago, filme entra em cartaz nesta quinta-feira, dia 24.

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24 de agosto de 2017

Poster_Doidas e Santas

Terapeuta de casais, Beatriz (Maria Paula) está em crise. A especialização que deu a ela fama e livros de sucesso aparentemente não ajudou a salvar o próprio casamento. A vida familiar por sinal está toda desajustada. A filha adolescente não presta muita atenção nela, a irmã vive distante e a mãe está na fase da “melhor idade”, quando quase todo excesso é perdoado. O trabalho também virou fardo. Crise comum a todos que chegam à meia idade, a questão é: cheguei à metade da vida, agora, o que vou fazer com o resto dela?

Beatriz decide se separar do marido. A relação estava fria. E a terapeuta ainda tem outra tarefa: “colocar juízo” na cabeça da mãe (Nicette Bruno). O marido dá preguiça só de olhar, mas a mãe, essa é a personagem que melhor entendeu o propósito da vida. Viver. Apesar do estereótipo da velhinha doida, é ela que procura novas experiências. Saberemos mais tarde que na verdade, ela sempre deu prioridade ao prazer. Uma aventura na Argentina vai revelar o passado da mãe de Beatriz que dá um pouco de sentido à trama, além de uma boa piada sobre locais para o sexo.

O veterano diretor Paulo Thiago dirige o filme baseado na obra de Martha Medeiros sobre a mulher que tenta se ajustar à vida nova de solteira. Há algumas piadas simpáticas, mas a narrativa é morna quando poderia entrar em ebulição. Falta densidade ao elenco. Maria Paula é esforçada como Beatriz, mas o marido interpretado por Marcelo Faria é raso demais para provocar maior interesse na trama do casal.

“Doidas e Santas” fica na esquina entre clichês e poucas surpresas. O título do livro de Beatriz, “Rir é Muito Sério”, revela afinal que ela não mergulhou na loucura que é viver.

Avaliação Ana Rodrigues

Nota 2